O texto "A teoria do não objeto" é um manifesto escrito por Ferreira Gullar em 1959, apresenta um conceito central para compreender o neoconcretismo, movimento do qual foi cofundado. O autor procura explicar que arte não precisa ser estática como pintura ou escultura que pode ser vivida, gerando uma experiência para cada pessoa. Devido a isso, explica o que é um “não-objeto” é construído para uma experiência direta, diferente da da pintura ou esculturas, que ainda dependem de moldura ou base e continuam presas à separação figura-fundo. No não-objeto, existe como totalidade no espaço real, dissolvendo limites convencionais.
No contexto histórico, o não-objeto ganha um desenvolvimento próprio no Brasil com artistas neoconcretos que buscavam recuperar a dimensão sensível e fenomenológica da arte, considerando o corpo e a percepção do espectador. Esse movimento que surgem obras como os Bichos de Lygia Clark, que precisam ser manipulados, e os Parangolés de Hélio Oiticica, que só existem ao serem vestidos e dançados.
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