No texto Animação Cultural, Vilém Flusser propõe uma reflexão sobre a relação entre humanidade e objetos. Tradicionalmente, acreditava-se que os seres humanos animavam os objetos, transformando-os em ferramentas e extensões de si mesmos. Porém, questiona que os objetos também influenciam comportamentos, valores e modos de vida das pessoas. Além disso, com o avanço da ciência, os aparelhos científicos e tecnológicos assumiram uma posição de centralidade, controlando modos de vida e valores sociais, que condicionam nossa forma de existir, deixando de ser instrumentos e passam a atuar como “animação cultural” tornam-se agentes ativos da cultura. O autor afirma que a verdadeira revolução é reconhecer que somos objetos culturais e que nossa função é animar a humanidade de forma consciente e crítica, estabelecendo um direito à animação cultural.
O que mais me chamou atenção no texto foi a inversão da relação homem-objeto. Flusser coloca os objetos como protagonistas, responsáveis por animar a humanidade e como os objetos podem mudar e influenciar a cultura Durante a discussão em sala, ficou evidente como essa ideia dialoga com nossa realidade atual. Percebi que, de certa forma, não somos apenas usuários desses objetos, mas também somos moldados por eles, tanto nossos hábitos como também os nossos valores e até mesmo nossa forma de pensar são influenciados.
Comentários
Postar um comentário